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Renascimentos religiosos



Termo utilizado entre os protestantes  a partir do início do século XVIII para indicar períodos de marcado fervor religioso. A pregação evangelista, bem como as reuniões para oração, freqüentemente acompanhadas por intensas emoções — como acontece hoje nos diferentes grupos de inspiração pentecostal — são características dessas épocas que pretendiam renovar a fé dos membros da Igreja e conseguir que outras pessoas se convertessem. Ao se ampliar seu significado, o termo se aplica, muitas vezes, a vários movimentos religiosos importantes do passado. Há numerosos exemplos nas Escrituras, tanto na história do povo judaico  como na primitiva história da igreja cristã. Na Idade Média, as renovações ocorreram na época das Cruzadas e sob os auspícios das ordens monásticas, às vezes com o auxílio de estranhos procedimentos, como flagelos e dançarinos em êxtase. A Reforma do século XVI também foi pródiga em renovações da religião.

No entanto, é mais correta a aplicação do termo renovação à história do protestantismo moderno, em particular na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, onde estes movimentos surgiram com forte vigor. As igrejas metodistas nasceram de um movimento evangélico a partir da primeira metade do século XVIII. Este se plasmou, mais tarde, no movimento ou ressurgimento Wesleyan. O “grande despertar” era a expressão comum para designar a renovação de 1740 a 1742, ocorrida na Nova Inglaterra e em outras partes da América do Norte, sob o comando do clérigo congregacional Joseph Bellamy e três religiosos presbiterianos, Gilbert e William Tennent, junto com seu pai, o pedagogo William Tennent. Tanto a universidade de Princeton, como a de Dartmouth, se originaram desse movimento. No final do século XVIII, começou nos Estados Unidos uma série de novas renovações que duraram de 1797 a 1859. Na Nova Inglaterra, o início desse longo período se denominou Despertar Evangélico.

Uma relevante renovação religiosa do século XIX foi o movimento Oxford (1833-1845) na Igreja Anglicana, que surgiu do movimento inglês da moderna Igreja Anglicana. Essa renovação pertencia a uma classe diferente das que a precederam nos dois séculos anteriores. A grande renovação norte-americana (1859-1861) começou na Nova Inglaterra, em particular em Connecticut e Massachusetts, e se estendeu para Nova York e outros estados. Acredita-se que, em apenas um ano, meio milhão de convertidos foram acolhidos nas igrejas. Outra renovação surpreendente, de 1874 a 1875, foi produzida graças ao trabalho dos evangelistas norte-americanos Dwight L. Moody e Ira D. Sankey. Muitas vezes, obtiveram êxito campanhas organizadas sob a liderança de pregadores evangelistas profissionais. O Exército da Salvação levou a cabo seu trabalho de forma ampla mediante métodos inovadores.

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