Reggae


Reggae é a  forma musical contemporânea da Jamaica. As origens deste estilo encontram-se no mento, uma combinação de tradições folclóricas africanas com o jazz, o gospel e o calipso, que chegaram ao país nos anos 1940. Na década seguinte, a influência das estações de rádio de rhythm and blues norte-americanas, principalmente as de Nova Orleans, levou os músicos jamaicanos a experimentar novos padrões na bateria e no baixo. Este estilo sempre em evolução tornou-se conhecido, nos anos 1960, como ska (ver Música afro-americana) e foi representado por artistas como Prince Buster e The Skatalites.

Em 1966, o ritmo já havia se transformado em uma forma mais melodiosa, denominada rocksteady, que, mais tarde, deu lugar ao reggae. O sucesso Do the Reggay (1968), do grupo The Maytals, marcou uma das primeiras aparições do termo em uma canção. O reggae alterou os padrões tradicionais do rock, ao permitir que a guitarra assumisse um papel importante na marcação do ritmo, com acordes freqüentes nos tempos fracos, enquanto normalmente cabia ao baixo a execução de padrões melódicos. Jimmy Cliff foi o primeiro astro internacional do reggae, o que se deveu, em grande parte, à sua atuação em The Harder they Come (1972), vivendo uma das personagens principais, e à trilha sonora deste filme, que estourou nas paradas sucesso e cuja canção principal e homônima era cantada por ele.

Logo depois, Bob Marley tornou-se o artista do gênero com o maior número de produções, unindo melodias influenciadas pelo estilo soul a letras vociferantes. Sua música era caracterizada pelo rastafari, uma mistura de misticismo bíblico e consciência afro-caribenha. Marley e muitos outros músicos jamaicanos cantaram sobre o libertar-se da opressão e a luta por seus direitos, ao mesmo tempo em que advogavam o uso da maconha como um sacramento religioso. Esta crença conseguiu o reconhecimento popular com o álbum Natty Dread (1975). Quando Marley faleceu devido a um câncer, em 1981, ele e sua banda, The Wailers, já recebiam mundialmente o respeito do público pelas suas canções pop, marcadas por um forte espiritualismo.

O som do reggae continuou a ser reinventado dentro dos estúdios por músicos inovadores como Lee Perry e King Tubby, que usaram efeitos de eco e atraso para criar um som que é conhecido como dub. DJs (disc-jóqueis) como U Roy e I Roy começaram a falar em cima das gravações, um estilo que passou a ser denominado toasting. Grupos vocais como Culture e The Abyssinians combinaram harmonias ricas com profundas meditações religiosas.

Na década de 1980, o reggae popularizou-se com a voz baixa de artistas como Gregory Isaacs. Com Under me Sleng Teng (1985), de Wayne Smith, surgiu uma nova forma dessa música, com acompanhamento eletrônico, que ficou conhecida como raggamuffin ou, simplesmente, ragga. O estilo rude de Shabba Ranks concedeu-lhe dois prêmios Grammy (1991 e 1992) e astros do rock como Eric Clapton, Paul Simon e The Police (ver Sting) fizeram uso do reggae em seus trabalhos. A banda UB40, de Birmingham, Inglaterra, liderou as paradas norte-americanas, em 1988, com Red Red Wine. No Brasil, o intérprete mais popular desse gênero musical é o grupo Cidade Negra.

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