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Entrevista com o diretor de ‘Blood In The Mobile’, Frank Poulsen

 Por que escolheu esse tema para filmar?

A maior parte das pessoas no Ocidente desenvolvido dizem que o que acontece na África não tem nada a ver com elas. Veem filmes na África e pensam: ‘O que isso tem a ver comigo?’

Quando meu produtor me falou dos minérios de conflito, topei na hora. Vi aí uma grande chance de mostrar como estamos todos conectados. Como nosso modo de vida depende do sofrimento de outras pessoas.

Qual a contribuição que o filme traz para essa questão?

A chave para fazer o filme acontecer era acessar uma dessas minas. Mesmo há quatro anos, os fatos eram conhecidos, muitas matérias já haviam saído, mas não havia quase imagens dos locais. Então eu queria algo novo e exclusivo, até para conseguir financiamento. Por isso, sabia que tinha que filmar no Congo. Fui quatro vezes e na quinta levei um diretor de fotografia dinamarquês comigo. Também tinha um produtor local com quem trabalhei em cada viagem. Demorou muito conseguir a papelada para que fosse o mais seguro possível ir lá.

Sua vida chegou a correr risco?

Claro, esse tipo de lugar é sempre perigoso. Muitos ali participaram de diversas atrocidades. Em muitas situações, era preciso ser muito cauteloso na hora de falar ou agir. Mas eu sou bom em negociar, em conquistar a confiança das pessoas. O que realmente dava medo era entrar nas minas. Ali não havia controle e eu ficava pensando, ‘se isso desabar, bom acabou tudo’. Foi bem estressante.

É verdade que uma criança te ajudou na filmagem?

Eu só tinha uma câmera e alguns dos túneis eram pequenos demais pra mim. Também era difícil filmar a atividade do dia a dia. Toda vez que entrava num buraco, todo mundo parava de trabalhar para olhar o homem branco. Então, acabei trazendo uma câmera pequena e deixei na mão de um dos meninos.

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