Pular para o conteúdo principal

Mudança em andamento

 Fazer a tecnologia da informação ser mais justa para todos. Este é, em português, o mote da campanha Make IT Fair (For People Everywhere), que envolve diversas ONGs europeias. A campanha busca conscientizar o consumidor, trazendo informação sobre a procedência e caminhos dos materiais usados em celulares, computadores e games.

No site da Make IT Fair (http://makeitfair.org/) há tópicos como as más condições de trabalhadores de telefônicas na Índia e dos operários da Foxconn, empresa chinesa que produz os iPhones da Apple. A Make IT Fair é apoiadora do filme Blood In the Mobile.

Sediada em Amsterdã, na Holanda, a ONG Somo é uma das principais agentes por trás da campanha. Tim Steinweg, especialista em mineração da Somo, conversou com o Link por telefone sobre o trabalho da entidade e alguns avanços recentes conseguidos.

Steinweg conta que, desde as filmagens de Blood In The Mobile, a situação das minas congolesas pouco mudou. “As grandes minas, como a que aparece no filme, continuam em atividade. Informes dão conta de que a presença de grupos armados diminuiu, mas pode ser que estejam apenas operando de maneira mais discreta.”

Com a atenção que a situação do Congo ganhou nos últimos anos, a retração dos grupos armados faz sentido. A aprovação da lei norte-americana Dodd-Frank, que inclui uma cláusula exigindo que empresas não usem os chamados “minérios de conflito”, fez empresas do setor nos EUA e Europa riscarem o Congo da sua lista de compras.

Segundo Steinweg, apesar da boa intenção, o resultado foi desastroso para a economia da nação africana. “Com medo, as empresas passaram a boicotar todos os minerais do Congo, de todas as áreas do país. Este não é o melhor caminho, pois prejudica toda a sociedade congolesa.”

Mesmo assim, o especialista comemora o fato de que esse tipo de legislação introduziu na pauta das empresas o monitoramento dos materiais que usam. “Isso em si foi uma vitória”, diz.

Rastreamento. Um dos resultados da nova postura é que duas entidades que reúnem empresas do setor – a Coalizão de Cidadania da Indústria Eletrônica (Eicc, na sigla em inglês) e a Iniciativa de E-sustentabilidade global (Gesi) – lançaram no fim de 2010 um programa para barrar, após a extração do metal, o fornecimento de matéria-prima de áreas de conflito.

Na fase inicial da cadeia produtiva, o mineral é encaminhado a fábricas produtoras de metal chamadas “smelters”.

Steinweg conta que no mundo há poucos “smelters” (e quase todos ficam na Ásia) processando matérias-primas que vão para a indústria eletrônica. “Isso torna o monitoramento muito fácil de fazer”, explica.

Para se ter uma ideia do alcance do programa, basta olhar a lista de membros da Eicc e da Gesi em seus respectivos sites: nomes como Nokia, Motorola, Verizon, Sony, Telefonica, Ericsson, Microsoft, Dell, Acer, Foxconn, Philips, entre muitas outras.

Mas, como observa Steinweg, isso resolve apenas uma questão bem específica, a dos minérios de regiões de conflito (em outras palavras, da República Democrática do Congo) e que há quatro anos vem sendo divulgada por campanhas como a Make IT Fair. Há ainda que se ressalvar que está se falando aqui praticamente só de empresas com sede no Ocidente desenvolvido. Ou seja, nada de China, Índia e Brasil, entre vários outros grandes mercados consumidores.

O especialista três outras regiões com outros tipos de problema: “A mineração de platina na África do Sul tem entrado em conflito com comunidades locais. Na Indonésia, a extração do estanho tem causado sérios problemas ambientais. E as minas de cobalto na Zâmbia e em outra região do Congo, no sul do país, tem ocorrências de trabalho infantil.”

Depois de saber de tudo isso, o consumidor final tira o celular do bolso e olha com culpa para ele. Como fazer para não compactuar? “É muito difícil, todas essas empresas são iguais no fundo. Mas o que nos costumamos recomendar é: primeiro, não troque de celular todo ano. Se cada vez menos gente fizer isso, haverá menos demanda pelos minérios. Segundo, se certifique de que um produto descartado é reciclado de maneira correta, uma vez que esses minerais podem ser facilmente reutilizados”, explica o especialista.

“E terceiro, use seu poder de consumidor, sua voz! Aja com cidadania. Participe de campanhas, e abaixo-assinados que peçam transparência das empresas. Descubra o Twitter do CEO dessas empresas e vá lá cobrar diretamente”, acrescenta.

Comentários

Postagens Mais Lidas

Chave de Ativação do Nero 8

1K22-0867-0795-66M4-5754-6929-64KM 4C01-K0A2-98M1-25M9-KC67-E276-63K5 EC06-206A-99K5-2527-940M-3227-K7XK 9C00-E0A2-98K1-294K-06XC-MX2C-X988 4C04-5032-9953-2A16-09E3-KC8M-5C80 EC05-E087-9964-2703-05E2-88XA-51EE Elas devem ser inseridas da seguinte maneira: 1 Abra o control center (Inicial/Programas/Nero 8/Nero Toolkit/Nero controlcenter) nunca deixe ele atualizar nada!  2 Clic em: Licença  3 Clica na licença que já esta lá dentro e em remover  4 Clica em adcionar  5 Copie e cole a primeira licença que postei acima e repita com as outras 5

Papel de Parede 4K

O TAO DO SEXO

Conta-se que, ao distribuir as características que distinguiriam os homens das mulheres (e vice-versa), Deus teria perguntado: "Tenho aqui duas qualidades sensacionais. Quem gostaria, por exemplo, de fazer xixi em pé?" Os homens gritaram em uníssono: "Eu, eu, eu!" O Criador concordou, sorrindo, e disse: "Tudo bem, então. As mulheres ficam com os orgasmos múltiplos..." Essa piada engraçadinha resume o que todo mundo acha que sabe que orgasmo múltiplo é coisa para mulher e o prazer fulminante (seis segundos, no máximo) é característica do homem. E se não for assim? E se o homem for capaz de ter vários orgasmos em um mesmo encontro, mantendo durante horas seu pênis ereto? Pois bem, isso é possível, sim. Essa verdadeira pepita de ouro do prazer sensual é conhecida por poucos felizardos no Ocidente, mas faz parte da sabedoria do Oriente e lá é praticada por milhões de pessoas. Nós é que, nesses assuntos, parece que sempre pegamos o bonde andando. Fiz uma rápida...

PLANETA CASSETA

  Sucesso na TV, no cinema, nas livrarias... Os sete malucos mais engraçados do Brasil estão rindo e fazendo rir à toa. Conheça a saga completa da gangue, os melhores produtos Tabajara e penetre (no bom sentido, é claro) nos bastidores do programa Eles são feios. Eles são atrapalhados. Eles não pegam ninguém. Mas uma coisa não dá para negar: quando a missão é fazer rir, os sete cassetas são os reis do negócio. Negócio, aliás, que ganhou corpo e foi crescendo, crescendo... Eles adoraram, mas juram que são espadas. Toda terça-feira, as piadas de duplo sentido do Casseta & Planeta Urgente! conquistam mais de 60% da audiência do horário. O site do grupo recebe 750 mil visitantes por mês, os livros publicados pela trupe já venderam mais de 300 mil exemplares e a estréia nas telonas com A Taça do Mundo É Nossa atraiu 800 mil espectadores. Isso sem fala...

Como o mito funciona

O antropólogo Claude Lévi-Strauss estudou o "pensamento selvagem" para mostrar que os chamados selvagens não são atrasados nem primitivos, mas operam com o pensamento mítico. O mito e o rito, escreve Lévi-Strauss, não são lendas nem fabulações, mas uma organização da realidade a partir da experiência sensível enquanto tal. Para explicar a composição de um mito, Lévi-Strauss se refere a uma atividade que existe em nossa sociedade e que, em francês, se chama bricolage. Que faz um bricoleur, ou seja, quem pratica bricolage? Produz um objeto novo a partir de pedaços e fragmentos de outros objetos. Vai reunindo, sem um plano muito rígido, tudo o que encontra e que serve para o objeto que está compondo. O pensamento mítico faz exatamente a mesma coisa, isto é, vai reunindo as experiências, as narrativas, os relatos, até compor um mito geral. Com esses materiais heterogêneos produz a explicação sobre a origem e a forma das coisas, suas funções e suas finalidades, os poderes divinos ...