O CURTO-CIRCUITO DO ORGASMO (PARTE FINAL)


O exercício do sexo

As principais reações do organismo, durante o ato sexual

Cérebro: a atividade dos neurônios aumenta.

Pele: a face e outras áreas ficam ruborizadas, porque o hormônio adrenalina dilata os vasos superficiais do corpo.

Coração: acelera para bombear mais sangue aos músculos.

Pulmões: a respiração se torna rápida, para oxigenar o sangue, que circula mais depressa.

Músculos: dilatam-se, com a chegada de doses extras de sangue; depois, pela circulação, recebem substâncias calmantes, fabricadas no cérebro, e ficam quase absolutamente relaxadas.


No homem:

1 - O organismo está pronto para sentir desejo sexual a partir da puberdade, quando os chamados hormônios andrógenos passam a ser secretados em maior quantidade, pelas glândulas supra-renais e pelos testículos.

2 - O desejo só é percebido, porém, quando esses hormônios andrógenos se combinam, no cérebro, com uma substância neurotransmissora chamada dopamina.

3 - Unidas, as duas substâncias vão induzir a liberação dos hormônios FSH e LH, secre-tados pela glândula hipófise, tam-- bém situada no cérebro. Tanto o FSH como o LH estimulam, por sua vez, a produção de espermatozóides e do principal hormônio sexual masculino, a testosterona.

4 - Quando espermatozóides e testosterona já entraram em ação, o cérebro pode dar a sua contribuição, transmitindo através da medula espinhal os impulsos provenientes dos centros de prazer. Ao alcançarem a região lombar, essas mensagens de conteúdo prazeroso são desviadas para nervos que têm comunicação direta com as artérias do pênis.


Na mulher:

1 - A capacidade de ter desejos sexuais também é desencadeada pelos hormônios andrógenos (que promovem no homem o desenvolvimento masculino). Estes, embora sejam tipicamente masculinos também são produzi-dos no organismo da mu-lher - só que em dosagens meno-res, secretadas pelas glândulas supra-renais e pelos ovários.

2 - Assim como no homem, o desejo se reforça, quando os hormônios andrógenos inundam o cérebro e se misturam com a substância do-pamina, produzida pelas células nervosas.

3 - Mais uma vez, a dupla andrógeno-dopamina dispara a liberação dos hormônios FSH e LH.

4 - Mas, na mulher, FSH e LH provocam a produção do hormônio sexual estrógeno, que faz amadurecer o óvulo para a fecundação, mas nada tem a ver com o apetite sexual. Pois o desejo feminino é resultado da ação de outra substância de nome complicado - a ocitocina, que os centros de prazer cerebrais descarregam diante de estímulos agradáveis, como a visão do parceiro. Carregadas pela corrente sangüínea, as moléculas de ocitocina impregnam determinadas regiões do corpo, como seios e vagina, transformando-as em zonas erógenas.


Sistema hidráulico

Como ocorre a ereção do pênis
As artérias que irrigam o pênis vivem trabalhando com cerca da metade de sua capacidade. Mas tudo muda quando o cérebro sente prazer. Então, boa parte delas, que se encontrava fechada, se alarga para permitir a passagem do sangue. "Esses vasos passam dentro de dois cilindros, formados por músculos e colágeno, que se chamam corpos cavernosos", situa o neurofisiologista Eduardo Pagani, da Escola Paulista de Medicina, que vem estudando o tema. "Com a chegada de mais e mais sangue, esses corpos começam a se dilatar."
Em um primeiro momento, o pênis fica volumoso, mas permanece flácido até que o volume das artérias alcance o ponto máximo: então, elas próprias, graças ao espaço que ocupam, atrapalham o escoamento do sangue, apertando e obstruindo as veias da vizinhança. "Como continua entrando muito sangue e pouco dele consegue sair, o pênis termina ficando rígido", diz Pagani. Segundo o especialista, um fenômeno semelhante ocorre com o clitóris, no caso das mulheres - este órgão incha, mas não chega a se enrijecer.

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