Pular para o conteúdo principal

Engajamento debochado de Lula compromete relações entre oposição e futuro governo

O presidente Lula não desconhece, mas parece determinado a desconsiderar, que uma eleição não termina com a vitória ou a derrota – de um ou de outro candidato. Ela gera efeitos para quem vem depois.

Entregue ao mais completo deboche e inebriado com a popularidade que as pesquisas lhe atribuem, cria um clima de beligerância na campanha que determinará o grau de civilidade nas relações futuras entre governo e oposição, seja qual for o eleito, após seu retorno à planície.

Retorno com o qual parece inconformado, o que deixa mais claro a cada dia. “Eu preferia que este dia nunca tivesse chegado”, disse ontem, a uma platéia de militantes, antecipando em dois meses a data em que deixará o Planalto.

Num só dia, Lula conseguiu produzir impropérios de toda ordem. Voltou a debochar do adversário político, a quem dá tratamento de inimigo, sugerindo que use capacete para se proteger das “bolinhas de papel” na campanha de rua.

Mesmo sabendo que houve um confronto de rua, com pancadaria, provocado por simpatizantes da candidatura do PT. E após o primeiro debate do segundo turno, em que a agressividade de Dilma Rousseff foi explicada pelo seu marqueteiro como uma estratégia para “levantar o ânimo da militância” – abalada, como a candidata, pela continuidade da campanha.

Debochou do porcentual dos que, nas pesquisas, não aprovam seu governo, reduzindo esse contingente a 3%, num cálculo próprio que afronta a estatística, dizendo que cabem num comitê de campanha da oposição.

Debochou dos que estudam, voltando a fazer a apologia da ignorância, ao defender que a inteligência é suficiente para a ascensão e o progresso pessoal dos cidadãos. “O tempo de escolaridade mostra conhecimento específico de uma matéria. A inteligência você nasce com ela e aperfeiçoa”. E mais: “Se política se aprendesse na escola, bom presidente seria um cientista político e não um torneiro-mecânico. Essa é a lógica”, insistiu.

Em mais um de seus surtos egocêntricos (cada vez mais frequentes) louvou a si próprio como o melhor presidente que o País já teve. “Não sei se já houve na história do Brasil quem pudesse terminar o mandato como estou terminando”.

E registra sua visão de liberdade de expressão, ao elogiar a imprensa pela publicação de…pesquisas! “Fico muito feliz quando a imprensa publica pesquisa, porque ela me dá 84% de bom”, frisa.

Considerando que a imprensa fora demonizada pelo mesmo Lula por “inventar” o caso Erenice, que confessou à Polícia Federal o que antes negara, temos aí que imprensa boa é a imprensa que elogia, numa inversão absoluta da missão jornalística, cuja essência é a crítica e a fiscalização dos governos e governantes.

Debochou outra vez da Justiça Eleitoral, cada vez mais intimidada pela popularidade presidencial, ao dizer tudo isso num ato oficial de inauguração de uma obra portuária em Santa Catarina, Estado que exortou na reta final da campanha a “extirpar” o DEM pelo simples fato de lhe fazer oposição. Não deu certo: a resposta foi uma derrota acachapante imposta pelo eleitorado local.

Por fim, estimulou com discursos contra a imprensa que avançassem as iniciativas de controle da informação patrocinadas pelo PT em assembleias estaduais que aprovam leis nesse sentido fingindo desconhecer a Constituição.

Esse clima beligerante foi criado sob a perspectiva de vitória eleitoral. Se esta não vier, como não veio no primeiro turno, certamente será vivido pelo governo eleito que continuará a receber tratamento de inimigo em guerra.

Se vencer, Dilma encontrará um ambiente permeado pelo ressentimento político, com escândalos que se inserem no contexto da continuidade e uma mídia motivada a se afirmar como fiscal da sociedade e desafiada pelas ameaças à sua plena liberdade de ação.

É o legado que Lula deixará à sua sucessora, se assim as urnas a confirmarem, não bastasse a missão que já lhe impôs de administrar uma aliança com o PMDB que, de tão complexa ele próprio, Lula, rejeitou.

Trocou-a pela cooptação dos pequenos e médios partidos, abrindo as portas ao mensalão, do qual jamais soube, apesar de avisado da sua existência por adversários e aliados.

Comentários

Postagens Mais Lidas

Chave de Ativação do Nero 8

1K22-0867-0795-66M4-5754-6929-64KM 4C01-K0A2-98M1-25M9-KC67-E276-63K5 EC06-206A-99K5-2527-940M-3227-K7XK 9C00-E0A2-98K1-294K-06XC-MX2C-X988 4C04-5032-9953-2A16-09E3-KC8M-5C80 EC05-E087-9964-2703-05E2-88XA-51EE Elas devem ser inseridas da seguinte maneira: 1 Abra o control center (Inicial/Programas/Nero 8/Nero Toolkit/Nero controlcenter) nunca deixe ele atualizar nada!  2 Clic em: Licença  3 Clica na licença que já esta lá dentro e em remover  4 Clica em adcionar  5 Copie e cole a primeira licença que postei acima e repita com as outras 5

Papel de Parede 4K

O TAO DO SEXO

Conta-se que, ao distribuir as características que distinguiriam os homens das mulheres (e vice-versa), Deus teria perguntado: "Tenho aqui duas qualidades sensacionais. Quem gostaria, por exemplo, de fazer xixi em pé?" Os homens gritaram em uníssono: "Eu, eu, eu!" O Criador concordou, sorrindo, e disse: "Tudo bem, então. As mulheres ficam com os orgasmos múltiplos..." Essa piada engraçadinha resume o que todo mundo acha que sabe que orgasmo múltiplo é coisa para mulher e o prazer fulminante (seis segundos, no máximo) é característica do homem. E se não for assim? E se o homem for capaz de ter vários orgasmos em um mesmo encontro, mantendo durante horas seu pênis ereto? Pois bem, isso é possível, sim. Essa verdadeira pepita de ouro do prazer sensual é conhecida por poucos felizardos no Ocidente, mas faz parte da sabedoria do Oriente e lá é praticada por milhões de pessoas. Nós é que, nesses assuntos, parece que sempre pegamos o bonde andando. Fiz uma rápida...

Luto! (25/12/1944 - 17/10/2022)

 

Senador articula para livrar Youtube e TikTok de pagar imposto previsto no PL dos Streamings

  A Comissão de Assuntos Econômicos do   Senado   pode votar na semana que vem, em segundo turno, um projeto de lei que regulamenta serviços como   Netflix ,   Now ,   TikTok   e   Youtube   e obriga plataformas de streaming a pagar a   Condecine   (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional). Se for aprovado pelo colegiado, o texto vai direto para a Câmara, sem passar pelo plenário do Senado, pois trata-se de uma proposta terminativa. O projeto já foi aprovado por 24 votos a 0, em primeiro turno , em 22 de novembro. Agora, precisa ser votado outra vez no colegiado. O relator do  PL 2.331/2022 , senador  Eduardo Gomes  (PL-TO), disse ao  Estadão  que está fazendo “ajustes de texto” para que não haja “brechas” para “interpretações” na nova legislação. O texto aprovado em primeiro turno prevê uma cobrança anual da Condecine, com uma alíquota máxima de 3% da receita bruta das plat...

Spotify anuncia demissão de 1.500 funcionários

  O Spotify anunciou nesta segunda-feira (10) que irá demitir cerca de 1.500 funcionários, ou 17% de sua força de trabalho, para cortar gastos da empresa. Demissão em massa é a terceira realizada pelo streaming de música este ano.  O que você precisa saber:  O Spotify demitiu 600 funcionários em janeiro e mais 200 em junho;  De acordo com a Reuters, a nova rodada de demissão foi anunciada em carta enviada aos funcionários pelo CEO do Spotify, Daniel Ek;  Originalmente, o plano era realizar cortes menores ao longo de 2024 e 2025, mas os objetivos financeiros exigiram medidas mais rápidas;  Até então, o Spotify tinha cerca de 9.000 funcionários; Uma nova onda de cortes em massa no setor  tech  parece estar se iniciando, já que algumas empresas começaram a reduzir novamente sua força de trabalho — também é o caso da Amazon e LinkedIn (Microsoft).  Leia mais!  À Reuters, Ek disse ter consciência de que a redução pare...