VICIADOS EM SEXO

1. A Organização Mundial da Saúde alerta: sexo pode criar dependência. O nome oficial da doença é "impulso sexual excessivo" e essa fissura descontrolada não é motivo de orgulho para ninguém. Duvida? Então, vamos lá: a pessoa doente pode ser prejudicada no trabalho ou nos estudos (pois não pensa em mais nada a não ser "naquilo"), passa a ter dificuldade de manter vínculos afetivos e ainda corre sério risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis - afinal, na "hora do aperto", ela transa mesmo se não tiver uma camisinha à mão.

2. Para diagnosticar a doença sem erros, só mesmo batendo um bom papo com um psicólogo ou psiquiatra. Mas o americano Eli Coleman, psicólogo da Universidade de Minnesota, elaborou uma lista de sinais que ajudam a identificar um potencial viciado em sexo. Essa pessoa.... busca com freqüência novas(os) parceiras(os) ... usa acessórios eróticos de forma compulsiva ... navega na internet várias horas ao dia em busca de sites pornográficos ... exige da(o) parceira(o) sexo o tempo todo - às vezes até com ameaças físicas.

3. Um estudo publicado por pesquisadores americanos em 1991 mostrou que entre 3% e 6% da população dos Estados Unidos tem algum grau de dependência em sexo. Esse número engloba todos os dependentes, desde aqueles com uma leve tendência ao descontrole do impulso sexual até os compulsivos, que não conseguem levar uma vida normal por causa do vício. Não existe nenhuma pesquisa desse tipo no Brasil, mas os médicos acreditam que esse número não deve ser muito diferente.

4. O tratamento dos dependentes varia conforme o diagnóstico. Se ele tiver apenas um desequilíbrio psicológico, a terapia costuma resolver. Mas, como em qualquer outro vício, não dá para garantir que a pessoa vá ficar totalmente curada após algumas sessões com um psicólogo. O certo é que pelo menos a terapia irá aliviar o sofrimento. Remédios podem ser úteis quando há outra doença psiquiátrica associada ao vício, como a depressão.

5. A auto-ajuda também é uma forma de lidar com o problema. Você pode não acreditar, mas existe um grupo parecido com os Alcoólicos Anônimos (AA) que reúne apenas viciados no rala-e-rola. O grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa) usa a troca de experiências entre os seus integrantes para combater o vício e, como no AA, valoriza cada segundo livre da "tentação". Os médicos aceitam esse tratamento, mas não recomendam para todos, pois o tom moralista de alguns encontros - certas reuniões são realizadas em espaços cedidos por igrejas - pode não funcionar com boa parte dos pacientes.

6. O viciado em sexo mais famoso do mundo é o ator Michael Douglas, marido da gatíssima Catherine Zeta-Jones. Após contracenar com Sharon Stone durante as filmagens de Instinto Selvagem, de 1992, ele precisou se internar numa clínica de recuperação de dependentes para controlar sua compulsão - também, com uma colega de trabalho daquelas... Para se precaver do vício do marido, Zeta-Jones tomou certos cuidados num contrato que eles firmaram antes do casamento. Ela exigiu uma cláusula que prevê o recebimento de uma indenização milionária caso Michael Douglas a traia...

7. Vários personagens históricos também ganharam a fama de compulsivos na cama. Um dos exemplos mais antigos é o de Messalina, esposa do imperador romano Cláudio, que viveu no primeiro século da era cristã. Sua luxúria fez com que seu nome virasse sinônimo de prostituta. Já Catarina, imperatriz da Rússia entre 1762 e 1796, era tão obcecada pelo tema que mandou construir um quarto com pinturas e esculturas com cenas sexuais. Perto de figuras assim, o ex-presidente americano Bill Clinton - e sua folclórica fama de paquerador incontrolável - não passa de um principiante no assunto...

8. O nome dado a mulheres como Messalina e Catarina é ninfomaníaca. E os homens insaciáveis? Esses podem ser chamados de satíricos. As duas palavras nasceram da mitologia grega: as ninfas e os sátiros eram divindades associadas à fertilidade e à luxúria. Os especialistas ainda usam mais um termo para se referir a um distúrbio parecido com o impulso sexual excessivo. É o donjuanismo, relacionado aos homens que têm uma necessidade incontrolável de paquerar e conquistar mulheres, sem necessariamente transar com elas. Essa expressão vem de Don Juan, personagem sedutor citado em vários romances europeus escritos a partir do século 17.

9. Outro termo estranho relacionado ao assunto é síndrome de Kluver-Bucy. Trata-se de uma doença neurológica rara que leva a pessoa a ter um comportamento parecido ao de um viciado em sexo. Além da vontade exagerada de transar, quem sofre desse mal também pode ter outros sintomas ainda mais esquisitos, como um descontrole que leva o doente a lamber tudo que encontra pela frente!

10. A dependência de sexo, claro, também tem um lado bem mais barra-pesada. As parafilias ou perversões são distúrbios que podem levar a atos criminosos contra terceiros. É o que ocorre com os pedófilos - que gostam de fazer sexo com crianças - e os necrófilos - que fazem sexo com cadáveres. Nessas situações, a doença vira, literalmente, um caso de polícia.

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