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Hist. da Enfermagem no Brasil 1930-1960

Podemos observar que em detrimento do contexto político, social e econômico, esse período foi marcado pelas diferenças dos governos que passaram por essa década marcada em todos os ângulos a saúde e conseqüentemente a enfermagem.

A revolução de 30, vitoriosa, foi responsável por mudanças consideráveis no panorama brasileiro. O novo governo encabeçado por Getulio Vargas, surgiu de um movimento que aglutinou diversas forças sociais e instituição, reivindicando participação política em um cenário dominado, ate então, exclusivamente pela oligarquia cafeeira. As dificuldades encontradas para governar democraticamente a nação levaram o presidente Vargas a promover uma perseguição aos seus opositores, especialmente em 1937 quando foi decretado o Estado novo. Durante o seu governo, que durou ate 1945 Vargas buscou centralizar o governo e bloquear as reivindicações sociais. As políticas sociais foram às armas utilizadas pra justificar perante a sociedade seu autoritarismo, atenuado pela “Bondade” do presidente caracterizando assim Vargas um político “populista” e “demagogo” no qual ele mesmo pregava-se o “O pai dos pobres”. Porem com a vitória dos Estados Unidos e dos Aliados na 2 Guerra Mundial, Getúlio Vargas foi deposto em outubro de 1945 por causa das manifestações populares contra a ditadura nesse período.
Nesse período houve varias medidas na saúde, dentre essas se destaca a área sanitária que passou a compartilhar com o setor educacional um ministério único, o ministério da educação e da saúde publica.
Este em lugar do atendimento ágil e voltado para a população apto pela organização centralizada do serviço orientados para o tratamento de enfermidades especifica, não atendendo as necessidades impostas pelas demais moléstias que atingiam o pais, e em segundo plano o acompanhamento às mulheres grávidas.
Os médicos foram excluídos das decisões sanitárias, que passaram a ser decididas por políticos que não possuíam nenhum conhecimento de medidas sanitárias e qualquer um que se opunha era tido como inimigo do estado e, portanto era perseguido.
Vargas utilizou o modelo deixado por Eloi Chaves no qual 3% do salário dos funcionários e 1% da renda da empresa ficavam a cargo dos caixas de pensões e os institutos de previdência (CAPS e IAPS) esse órgãos garantiam a assistência medica a uma vasta parcela urbana. Mas, no entanto essas caixas desfavoreciam os doentes acometidos de doenças mais graves. Esse direito só eram favorecidos a trabalhadores que obtinham carteira de trabalho.
Junto com a instituição de 34, algumas garantias ao operariado foram vindas, tais como a assistência medica, a licença remunerada á gestante trabalhadora e a jornada de trabalho de oito horas.No decorrer dos outros anos aparecem outros benefícios como o salário mínimo, indenização aos acidentados, tratamento medica a doente, pagamento aos acidentados, pagamento de horas extras, férias remuneradas e garantiu uma legislação especifica em um sistema previdenciário que foi ampliado no decorrer dos anos. Com o estado novo a administração sanitária buscou reforçar as campanhas de educação e higienizaçao popular.
Achava-se que a qualidade racial dos brasileiros era um dos principais motivos das moléstias e da miséria do pais. Idéias fascitas e racistas eram usadas para explicar o modelo de saúde da Alemanha em detrimento o mesticismo brasileiro, pois no berço do fascismo acreditava-se que a raça (Ariana) era imune às doenças e moléstia. Muitos profissionais de saúde usavam essas concepções ate o inicio de 1942 quando o Brasil entrou na (Guerra á favor ao Estados Unidos) a partir daí houve uma imediata alteração dos conselhos sanitários, passando então a adotar os nortes americanos como modelo de saúde publica.
Durante a era Vargas houve uma diminuição das mortes por enfermidades epidêmicas, mas por outro lado foram estabelecidos quadros de doenças endêmicas como esquistossomose. Em1942 Chales Morrou um epidemiológico Norte-americano encarregou-se de inspecionar a saúde no Brasil e concluiu que essas já obtinham a cura dos EUA.
E nesse momento que a educação em enfermagem se consolida aos programas universitários e governamentais, onde encontramos enfermeiros na área hospitalar dividido em categorias, com o objetivo de assistir as novas exigências do mercados de trabalho.
Ganharam impulsos os cursos de formação de enfermeiros sanitários, que tinham a missão de percorre os bairros mais carentes, ensinando as regras básicas de higiene e encaminhando os doentes mais graves para os hospitais.



Período de 45 a 64


Vimos que com a vitória dos EUA e aliados o governo Vargas entrou em crise e ele foi deposto, e novas eleições foram realizadas caracterizando um período de democratização brasileira.
O vencedor dessa nova eleição foi General Dutra (1946 a 1951), marcado por um governo relativamente tranqüilo na política e liberalista, pois não intervêm na economia, atribuindo o pais as importações. Logo após Getulio (1951-1954) retornou ao poder pela mãos do povo, fundou a Petrobrás e a eletrobrás, seu governo teve varias ações desenvolmentistas, sem deixar de lado seu populismo Getulio deixou o poder tragicamente, Suicidou-se deixando boa parte da nação desolada, sendo sucedida por Café – filho (1954-1955). Quem o sucedeu foi Juscelino Kubitschek (1954-1955) que tinha como objetivo o processo brasileiro, fez obras digna de um sonhador no Brasil, mas em questão política a tranqüilidade governou durante anos no poder, no entanto nesse período houve um intenso êxodo rural o procura de trabalho nas construções realizadas que sucederam problemas que serão vistos mais adiante. Já o governo da Jânio Quadros (1961) alem de ser meteórico foi marcado por intensas especializações e hipóteses que levaram-no a renunciar dando ao governo de João Goulart (1961-1964) que foi vetado pelas Forças Armadas alegando “segurança nacional e mais tarde integra-se o Golpe Militar”.
Todos esses políticos tiveram medidas dentro de seu governo que favorecia em partes a saúde. Dutra etasbeleceu a organização racional dos serviços públicos como prioridade. O plano salte elaborou em 1948, mas nunca posto em vigor, pregava a melhoria na saúde, alimentação, transporte e energia.
E maio de 1953, no segundo governo Vargas, foi criado o ministério da saúde, esse contou com verbas irrisórias no decorrer da década, comprovando o descaso das autoridades com o povo. Faltavam funcionários especializados, equipamentos apropriados e postos de atendimento. O ministério da saúde também pouco atuo na redução dos índices de mortalidade e mobilidade das doenças, sua falha se deve ao fato de não patrocinar em nenhum momento reformas fundamentais, aumentando a sua burocracia.
Foi criado em 1956 o departamento Nacional de Endemias rurais que junto ao ministério da saúde, procurou adotar medidas iguais as do norte-americanos na década de 40, seguindo o exemplo de SESP Serviço Especial de Saúde Publica. Apesar de algumas deficiências e da baixa renda campanhas contra a malaria foram organizadas entre 1958-1956.
Outro Fenômeno que também interferi na política dae saúde foram à troca de favores existentes entre políticos e eleitorados, trocava-se leitos, ambulância e assistência hospitalar por votos.
Essas combinações de fatores exorbitantes levaram o Brasil a permanecer na lista da nações mais doentes do mundo.Regiões industriais e extremamente povoadas eram assistidas pelos hospitais, clinicas própria ou conveniadas mantidas pelos patrões e trabalhadores .Cresceu o numero de trabalhadores e dependentes com direito a tratamento de saúde provenientes dos institutos e caixas.Aumentaram os aposentados,os salários e pensões pagas pela previdência.A previdência assumiu também a assistência médico-hospitalar as esses dependentes e trabalhadores.
O setor privado da medicina começou a pressionar o governo federal para restringir os planos de construção de hospitais públicos chegando ate mesmo a interrompê-los.Aprovaram-se então leis que favoreceram os privilégios dos grupos privados prestadores de serviço médico-hospitalar , atendendo assim só quem tinha dinheiro para pagar tal assistência.
Em 1060 o governo criou a LOPS (lei orgânica da previdência social) visava reorganizar o sistema de saúde privado no Brasil uniformizando as contribuições pagas pelos trabalhadores aos institutos filiados, passando estes contribuir 8% do salário para Previdência.
Incumbido de melhorar a saúde infantil em 1956 o ministério da Saúde multiplicou os serviços de saúde e higiene infantil e postos puericultura, incluindo vacinação, acompanhamento e tratamento da população infantil.Mas, no entanto parte da população pobre continuava a consumir água poluída mesmo com as medidas sanitárias contraindo doenças digestivas.Longe de ser considerada como medida primordial na saúde a assistência às crianças era considerada como ato de bondade pelos políticos. A fome entre outras ramificações da miséria e da exploração tornou-se assunto de interesse publico.
Em meio a esse período agitado e que os médicos epidemiologos definiram a política de suas atividades.A medicina deixou de ser uma técnica com o objetivo de melhoria da saúde e passou a agir diretamente nela, cobrando de políticos verbas e leis para melhoria dela. Essa mudança do interesse medico levou os movimentos populares a destacarem nas reivindicações dos trabalhadores urbanos melhoria, mas condições sanitárias das cidades.
No campo da Enfermagem com o crescimento do setor privado e o modelo de assistência adotado pela Previdência determinaram a ampliação da pratica dessa profissão. Os profissionais de nível superior passaram a ser absorvidos em maior quantidade pelo setor publico e os auxiliares e o operacionais foram absorvido com o objetivo de redução de gastos nessas entidades.Devido a essa nova exigência o currículo que antes enfatizou a saúde publica, agora passou a absorver o ensino especializado e a assistência curativa, alem de apresentar nesse período a proliferação dos cursos de auxiliares,atendentes e técnicos devido a grande procura dos setores privados de saúde. Essa nova separação de profissões determinou uma divisão complexa de funções na Enfermagem, os atendentes e auxiliares. Cuidavam do doente limitando aos enfermeiros com formações superiores à parte de administração dos institutos. Não se pode esquecer que a existência de varias categoria na Enfermagem dificultou seu reconhecimento social, já que os usuários dos serviços de saúde não conheciam essa divisão hierárquica, e também a divulgação distorcida de alguns veículos de comunicação retardou também tal reconhecimento, tornando a profissão na visão geral um tanto depreciativa.

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