COMO OS SUBMARINOS CONSEGUEM FICAR DEBAIXO D’ÁGUA?

Justamente enchendo uma parte da embarcação com água. O raciocínio é simples: quando está na superfície, um submarino funciona exatamente como um navio. Como seu peso é igual ao da massa líquida deslocada, ele flutua. Para afundar, porém, é preciso torná-lo mais pesado e o único jeito de conseguir isso é completar com a água do mar os tanques de ar que ficam entre a parte interna e externa do casco. É a mesma técnica usada desde a criação dos modelos rudimentares, nos séculos 17 e 18, com o inconveniente de que os submarinos pioneiros desciam no máximo 5 metros e não possuíam esses tanques de ar. O famoso Turtle, utilizado na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), tinha que inundar a cabine para submergir, deixando seu piloto com água pelos joelhos! Outro problema é que as hélices dessas máquinas ancestrais eram impulsionadas no braço. Na época, até já existiam barcos a vapor, mas o motor consumia todo o ar disponível para a tripulação. A situação melhorou no final do século 19 com os motores elétricos. Entretanto, como eles duravam poucas horas, o submarino precisava emergir o tempo todo para recarregar as baterias. A autonomia total só veio na década de 50, com a invenção dos submarinos nucleares. Movidos por reatores, eles podem ficar mergulhados por tempo indeterminado. A velocidade também aumentou: os elétricos raramente passavam de 18 km/h, mas os nucleares chegam a 78 km/h. Quanto à profundidade, nem se fala: os melhores modelos elétricos chegavam a 260 metros. Hoje, alguns submarinos nucleares russos atingem 850 metros.

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